O doce brigadeiro só existe
por causa da II Guerra
Pode parecer
estranho, mas foi isso mesmo. É que, no Brasil, durante o conflito, ovo de
galinha (ingrediente usado na maioria dos doces) era raro e muito caro. Por
isso, inventaram o brigadeiro, que não precisa de ovo – só chocolate e leite
condensado, produtos mais fáceis de se conseguir na época, início da década de
1940. O curioso é a origem do nome brigadeiro.
Foi
uma “homenagem” a um Brigadeiro (esse, de verdade, da Aeronáutica) então muito
famoso: Eduardo Gomes (1896-1981). Era uma figura, já naquela época,
histórica, pois tinha sido personagem de um capítulo da História do Brasil da
maior importância: o episódio dos 18 do Forte (foto na parte superior), o pontapé inicial do Movimento Tenentista,
que resultou na Coluna Prestes, liderada pelo então capitão Luiz Carlos Prestes
entre 1925 e 1927.
Foi a
rebelião de um grupo de militares do Forte de Copacabana contra o governo do
presidente Artur Bernardes por causa da punição ao ex-Presidente da República,
Marechal Hermes da Fonseca, em 5 de julho de 1922. Dos 18, tropas do Governo
mataram 16. Os únicos que escaparamcom vida foram o futuro Brigadeiro Eduardo
Gomes e o tenente Siqueira Campos, integrante da Coluna Prestes que morreu num
desastre de avião no Rio da Prata, no Uruguai, na década de 1930. Hoje,
Siqueira Campos é nome de uma das mais conhecidas ruas de Copacabana. Depois da
guerra, o Brigadeiro Eduardo Gomes foi candidato duas vezes pela UDN (União
Democrática Nacional) à Presidência da República e perdeu para Eurico Gaspar
Dutra e Getúlio Vargas.
O
nome foi inventado pela população do Rio de Janeiro – onde o doce
foi criado – porque, segundo um boato da época, o
Brigadeiro havia sofrido um acidente e ficara sem os testítulos, que no popular
são chamados de ovos.
Portanto: um doce que não precisava de ovo passou a ser chamar
brigadeiro...

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