A guerra é bela:
piadas sobre a guerra
1. Goebbels
no céu
2. Humor
no bombardeio
3. Deu a
louca no locutor
4. Tiros
nos altofalantes
5. A RAF
de Hitler
Humor & Piadas
Mesmo com a tragédia provocada pela
II Guerra em seu dia-a-dia, os alemães não perderam totalmente o humor. Durante
o conflito, circulavam piadas inventadas pela população. Uma das melhores está
no livro El Mefistófeles Moderno, de
Curt Riess:
Goebbels no Céu
Joseph Goebbels,
o Ministro da Propaganda, morre e vai para o Céu. Perto da entrada, Goebbels vê uma outra porta, com a
inscrição INFERNO. Ele abre e vê lá dentro um monte de mulheres
bonitas, tudo na maior festa. Então, vai no Céu e diz para São Pedro que
prefere ir para o Inferno. Mas quando
entra no Inferno, só vê diabinhos, um monte deles. Aí, Goebbels reclama:
-
Cadê as mulheres que estavam aqui ?
E um diabinho responde:
-Aquilo era só propaganda ...
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Hitler-Goebbels-Göring
O correspondente da rede de rádio americana CBS na Alemanha, William L.
Shirer, também registrou em seu Diário de Berlim (em 9.11.1940) anedotas da
época da guerra:
Um avião com Hitler, Göring
e Goebbels caiu e todos morreram. Quem
se salvou ?
Resposta: O povo alemão...
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Humor no bombardeio
O chefe do serviço de
Proteção contra os Ataques Aéreos em Berlim aconselhou recentemente ao povo que
se recolhesse cedo a fim de desfrutar de duas ou três horas antes do início dos
bombardeios da RAF. Alguns aceitaram o conselho, outros não. Os berlinenses
dizem que os que o fizeram chegam aos abrigos antiaéreos logo depois do
primeiro alarme e cumprimentam os vizinhos com um amável “bom dia”. Isso significa que estiveram dormindo. Os
outros, os que rejeitaram o conselho, vão chegando a dizendo: “boa noite” – o que quer dizer que ainda não dormiram.
Outros, a maioria, chegam dizendo: Heil Hitler!–
o que significa que ainda estão dormindo...
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Deu a
louca no locutor
Shirer narra uma tragicomédia que
aconteceu nos estúdios da RRG, a rádio estatal alemã de ondas curtas, com um
dos locutores que trabalhavam no noticiário internacional da emissora dirigida
por Goebbels:
“De vez em quando, um desses locutores
revela-se “suspeito”. Tal como aquele iugoslavo
que ainda há poucas noites começou sua transmissão com as seguintes palavras:
--Minhas senhoras e meus senhores. Aquilo que vocês vão ouvir daqui
a pouco, irradiado de Berlim, não passa de um punhado de tolices, um amontoado
de mentiras; e, se realmente possuem uma pequena dose de bom senso, façam
apenas uma coisa: mudem para outra estação!
Não
pôde continuar porque os nazistas possuem os seus “fiscais” ouvindo as diversas
transmissões, do Ministério da propaganda, no outro extremo de Berlim. Foi
visto pela última vez quando os guardas SS o carregavam para a prisão.”
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Tiros nos
alto-falantes
Uma
outra história engraçada contada por Shirer aconteceu na fronteira
franco-alemã, em janeiro de 1940, quando
estava em vigor o Pacto Ribbentrop-Molotov, assinado em 23 de agosto,
1939. Até esse dia, a União Soviética e o Comunismo eram - dia sim, dia também
- violentamente atacados por Hitler em seus discursos. Após o Pacto, lógico, o
tratamento mudou: Alemanha e União Soviética viraram aliados:
“A guerra atual é de palavras. As notícias chegadas hoje da
frente de batalha referem-se exclusivamente à forma pela qual as metralhadoras
alemãs atacaram os alto-falantes franceses! Ao que parece, ao longo de toda a
frente do Reno, os franceses fizeram irradiar alguns discos, que, segundo os
alemães, constituem um insulto pessoal assacado contra o Führer.
-- Os franceses não
compreendem – diz a DNB, agência de notícias nazista, com
essa absoluta falta de humor que torna os alemães tão engraçados–que
um ataque contra o Führer seria imediatamente respondido pelas tropas alemãs.
E,
assim, os alemães fizeram fogo contra os alto-falantes franceses montados em
Altenheim e Breisach. A verdade
em tudo isso, de acordo com o que me dizem alguns militares conhecidos, é que
os franceses fizeram irradiar alguns discos dos antigos discursos pronunciados
pelo Führer, acusando o bolchevismo e os soviéticos.”
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A RAF de Hitler
Símbolo da RAF (a
verdadeira)
“Um habitante de
Colônia relatou-me o que afirma ser uma história verídica. Diz ele que
atualmente o número de uniformes que se vêm pelas ruas é tão grande que ninguém
é capaz de conhecê-los a todos. Ora, acontece que um piloto da RAF se salvou de
seu avião abatido, com o auxílio do paraquedas, descendo nas proximidades de
Colônia, dirigiu-se até a cidade com o fim de entregar-se, em plena tarde de
sábado. O inglês estava certo de que os policiais, ou algum dos inúmeros
soldados que se encontravam pelas ruas, fossem prendê-lo imediatamente.
Entretanto, em lugar disso, batiam os calcanhares e faziam-lhe continência. O
piloto tinha em seu poder uma nota de 10 marcos, como acontece a todos os
ingleses que voam sobre a Alemanha, segundo dizem os meus amigos, e assim
resolveu tentar a sorte e entrar num cinema. Pediu uma poltrona das que
custavam dois marcos. A bilheteira devolveu-lhe um troco de nove marcos,
explicando delicadamente que todos os soldados gozavam de um desconto de 50 por
cento ao preço das entradas. Finalmente, depois da sessão de cinema, o inglês
pôs-se a passear pelas ruas de Colônia até a meia-noite, quando conseguiu
descobrir um posto policial e entregar-se como prisioneiro. Uma vez preso,
relatou aos policiais a dificuldade que encontrava um piloto da RAF para
fazer-se prender, envergando seu uniforme, em pleno coração da cidade. Os
policiais não quiseram acreditar nas suas palavras. E convocaram a bilheteira
do cinema.
-- É verdade que vendeu uma entrada a
esse homem para uma sessão desta noite? –
perguntaram à moça.
-- Claro que sim – sustentou ela – pela metade
do preço, como fazemos com todos os soldados.
Depois, orgulhosa, reparando nas iniciais RAF (Royal Air Force) no uniforme do inglês:
-- Não é todos os dias que posso atender
a um Reich Arbeits Führer. Sei muito bem o que significa RAF!




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